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Novo código de ética busca mudar a relação médico-paciente no Brasil
Data: 26/04/2010
Fonte: www.estaminas.com.br
Depois de dois anos de debates, entrou em vigor o novo Código de Ética Médica. O documento trata de muitos dos avanços da medicina e tenta melhorar a relação médico-paciente. O código de ética médica não era revisto há 22 anos. De lá para cá, não só a medicina mudou, mas os pacientes estão muito diferentes. Ao todo, são 118 novas normas de condutas.
Quem nunca se sentiu ignorado por um médico? A população reclama e se queixas, da classe médica. A imagem que os pacientes fazem da classe médica não anda muito boa. E os médicos sabem disso. Agora existe a promessa de que as coisas podem mudar.
Vários artigos do novo código pretendem acabar com a pressa e a desatenção dos médicos. De agora em diante, médicos estão proibidos de fazer receitas ilegÃveis
A partir de agora, se o paciente quiser ouvir uma segunda opinião, o primeiro médico tem de colaborar. E não pode se opor a conversar e passar informações para o novo médico. E, se for preciso, colaborar também para a formação de uma junta médica para discutir o caso.
Faltar em plantão já era proibido. O que o código de ética traz de novidade nessa questão é estender a responsabilidade para a direção do hospital ou centro de saúde. Agora, está claro: na ausência de médico plantonista, a direção técnica do estabelecimento deve providenciar a substituição.
O novo código institui também o cuidado paliativo – aquele prestado com objetivo de confortar o doente terminal – entre suas normas com o diferencial de não poder fazer procedimentos que pareçam desnecessários pelo próprio paciente ou por seus familiares.